Projeto Serrapilheira da GoGenetic entra em fase de análise

Nosso projeto, incentivado pelo Instituto Serrapilheira, agora entra na fase de análise. Recebemos as últimas amostras coletadas na Fazenda Canguiri (fazenda experimental da UFPR) e da UFPR – Palotina esta semana.

Uma das coletas foi feita na área experimental dos professores Patrick Schmidt e Átila Magor e outra em parceria com a Professora Eliane Vendruscolo (UFPR- Palotina) e contou com o auxílio do aluno Pedro Henrique Pedron Mattiuzzi. Eles montaram o experimento, fizeram as coletas e as enviaram para a GoGenetic. O objetivo deste projeto é caracterizar o microbioma da rizosfera de milho cultivado em agricultura tradicional e agricultura orgânica e correlacionar com o nitrogênio derivado da fixação, através da técnica de detecção do nitrogênio 15.

As amostras coletadas agora seguem para o Rio de Janeiro, para a Embrapa Agrobiologia. Lá será realizada a espectrometria de massa de isótopo estável ou espectrometria de massa de razões isotópicas(IRMS), que é análise do nitrogênio 15 presente na planta. Essa etapa será coordenada pelo pesquisador Bruno Alves, um dos colaboradores do projeto.

Objetivo da pesquisa
A pesquisa é importante pois aumentar a produção de alimentos sem aumentar o uso da terra é um dos grandes desafios da atualidade. Os aditivos químicos utilizados para desenvolver as plantações se tornam, ao longo do tempo, tóxicos tanto para o solo quanto para o consumo humano. Uma das alternativas é o uso de aditivos biológicos, como os inoculantes, já bastante difundidos em culturas de soja. Os inoculantes são produtos à base de bactérias que interagem com as raízes das plantas e ajudam a captar o nitrogênio do ar, colaborando significativamente para o crescimento da planta. Esse é um formato mais sustentável de fertilização de lavoura.

Próximos passos
Ainda restam as últimas coletas em Palotina, e a conclusão da análise de balanço de nitrogênio 15, que será correlacionada com o sequenciamento do microbioma e do metatranscriptoma. A parceria com o Instituto vai bem e apesar dos desafios da pandemia, o projeto segue com um bom funcionamento. Por decisão da Serrapilheira, a pesquisa será estendida por mais 6 meses, podendo ir até julho de 2022.